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Como um passageiro que olha absorto a janela do trem, Ela vê a vida passar por Ela.
Perdida talvez, no mundo dos outros, viajante sem tempo e sem nome, Ela é jóia perfeita em cofre real.
Veste-se de alento, mal o sol acorda e é vê-la sem rumo, no trilho da faina.
Caminha anseios, de olhar para dentro, de passos pensados e pêndulos nas mãos.
Às vezes, solta-se-lhe o brio, no meio do nada, desperta momentos e vira fênix.
Descansa tarefas no banco do jardim, simula acção e recria imagens no espelho do tempo que a cativou.
E a solitude que basta a esta forma de vida, toca-nos pela diferença mas faz-nos pensar que as fontes que o caminhante encontra no seu caminho, são verdadeiros achados de cumplicidade entre o divino e a pureza do ser.
maria
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