sábado, 6 de março de 2010

BULLYING............o silêncio dos inocentes

http://www.youtube.com/watch?v=yDzZ4Eucv-0


O bullying não é um fenómeno só de escolas, nem um fenómeno que se possa considerar recente.Trata-se de acções agressivas que envolvem normalmente, uma relação de poder injusta e egoista. A forma mais comum de bullying, acontece efectivamente nas escolas, entre crianças e adolescentes e são normalmente tidos como actos naturais, habitualmente ignorados por adultos, professores, auxiliares de educação e mesmo pais.
Mas o bullying é muito mais do que isto, e eu não entendo, porque é que o Leandro Filipe, de 12 anos, teve de se suicidar, para que os adultos percebessem que ele era vítima de bullying. Ok , o bullying podem ser atitudes agressivas de miúdos, mas são intencionais, repetidas, sem qualquer motivação evidente, normalmente perpetuadas por mais do que um colega, contra uma diferenciação qualquer do outro, neste caso, o Leandro Filipe. Eu não sei, mas podia ser unicamente, por uma caracteristica pessoal, a de não saber reagir a intimidações ou a provocações.
Com o tempo, esta criança, foi certamente sofrendo algum desequilibrio psiquico.
Normalmente manifesta-se das mais variadas formas: stress nervoso, doenças físicas, ar infeliz, dores de cabeça, cansaço, perda de sono, medo, terrores, isolamento, baixo rendimento escolar, rejeição da escola, etc, etc.
Ninguém viu nada disto? Ninguém pôde fazer nada pelo Leandro?
Todos nós desejamos que as escolas onde colocamos os nossos filhos, tenham ambientes seguros, onde as crianças possam aprender e desenvolver ao máximo, todos os seus potenciais, não só intelectuais, mas também sociais. Como é que podemos admitir que os adultos destas instituições, considerem estes actos como banais? Como é que podemos aceitar que as nossas crianças, sejam brutalmente incomodadas, sofram danos físicos e psicológicos, ao ponto de mergulharem num silêncio de morte, com a cumplicidade de educadores?
Alguém adulto, naquela escola de Mirandela, deve estar neste momento a fazer um acto de contrição e a procurar desesperadamente apoio psicológico... Que se calem as crianças que testemunham tais actos, eu entendo. Entendo o medo de represálias e a desigualdade de poderes que se cria num ambiente, onde a agressividade é tida como um comportamento normal e leva à omissão dos factos. Mas esta história está cheia de falhas, na responsabilidade educacional de quem tem essa função, e aqui incluo também a família.
E os bullies?
A escola não sabe que tem bullies, que afirmam o seu poder interpessoal dentro da própria escola?
Sabemos que as crianças ou os jovens, tendem a retratar o seu modelo do mundo exterior, nas escolas, ou seja na interacção com as outras(os), e muitas vezes de uma forma dissimulada. Mas há factos muito concretos, há ambiente de tensão, e isto não pode ser ignorado.
De quem é a responsabilidade da segurança nas escolas?
De quem é a responsabilidade da insatisfação, que o Leandro Filipe tinha pela vida?
Ele teve a infelicidade de ser o receptor passivo, neste circuito de comunicações,onde a indiferença é a resposta à agressividade e à violência. Mesmo quando se trata de crianças.


maria

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